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Viver ou resistir a própria vida?

- domingo, 7 de outubro de 2012

Hoje, sentado na praia, aconteceu uma coisa simples, mas que me chamou a atenção, eu sempre levo minha bolsa com meus livros, e caiu o meu marcador de livros que, eu mesmo fiz com uma escala ou uma lista da emoções, e ao pegá-la fiquei pensando… Ou eu vivo isso aqui no meu agora, que é sentir a esperança, otimismo, expectativas positivas, felicidade, vivacidade, entusiasmo, paixão, apreciação, amor, liberdade, poder, conhecimento e alegria ou eu mesmo estou, apenas resistindo a própria vida. Então, como eu a separei em três cores, tendo o magenta como o ponto de separação entre as emoções de viver a vida, onde estão em azul, e o resistir a vida, onde estão as emoções da parte vermelha, o que me mostra claramente que, com o distanciamento progressivo da emoção do contentamento, tudo vai ficando mais lento e bem mais denso, até ficarmos totalmente e realmente parados, como se perdêssemos a nossa própria vida.

Então, um filme se passou em minha cabeça, tudo que vem rolando nos últimos dias, seja na televisão, seja nos barzinhos, seja no bate papo de praia, as pessoas estão muito mais resistentes a própria vida do que, realmente vivendo a vida em sua totalidade.

Hoje mesmo, logo bem cedinho, ao ir tomar o meu café da manhã na padaria Boa Viagem, lá estava a Tv ligada e estava passando o programa Bem Estar, que em vez de falar em Bem Estar, só se fala de doenças, e é impossível alguém se sentir bem, falando ou ouvindo, exatamente o que não se quer. E as pessoas comendo e com os olhos grudados para saber como não pegar mais uma doença. Como alguém pode ter saúde, comendo e totalmente focado no que não quer?

Na praia uma criança que sempre bate papo comigo, me perguntou, porque eu fui comprimentar o meu amigo gaúcho, pelo Grémio estar bem na tabela, se eu sou Fluminense. Já que todo mundo só quer mesmo, é sacanear quem está caindo como o Sport do Recife? E eu lhe disse, porque eu adoro ver as pessoas ao meu lado totalmente felizes, eu não preciso desvalorizar o time dele, para valorizar o meu. E mostrei a tabelinha pra ele… Ele ficou rindo, porque ele hoje sabe que, para conseguir o que se quer na vida é preciso estar no azul a maior parte do tempo…

Ao voltar para casa, aqui em Recife ainda tem algumas bancas nas calçadas, tipo as de revistas, só que vendem bebidas e caldinhos, ou um petisco como, feijão com charque, e ao para e estacionar minha bike, pedi uma Skol gelada, e lá estavam algumas pessoas falando sobre as eleições de domingo, e mais uma vez, tirei minha tabela da bolsa e fui contando quantos pensamentos eles colocavam pra fora, de cada lado da minha tabela de emoções, e fui marcando como um rabisco cada pensamento do lado vermelho e do azul. E fiquei espantado em ver que em menos de quinze minutos, o lado vermelho já tinha 97% do tempo gasto, apenas pelas pessoas envolvidas naqueles momentos.

Eles só repararam que eu estive ali, quando eu já ia saindo, então um deles me chamou, vem bater um papo, e eu apenas respondi, “eu escolhi que eu prefiro viver”… E só então eles todos me olharam. Mas só eu mesmo entendi… Eles com certeza devem ter usado mais uma emoção negativa, para tentar entender a minha resposta…