Os contrastes do dia a dia…

28 de fevereiro de 2013 por
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Minha amada me disse na semana passada que, uma amiga de sua mãe viria para o Recife, e tinha perguntado se poderia ficar em nosso apto. Antes de eu concordar, ela me disse sorrindo, a nossa visita é evangélica… Eu disse que tudo bem, eu não gosto de religião, mas de pessoas eu adoro, é só ela não tentar me converter que, tudo sairia muito bem.

Ela passou a noite toda vindo de ônibus de Salvador a Recife, e cá pra nós, o mais engraçado é que os evangélicos chamam todo mundo de irmão, mas na hora de ela ser recebida na rodoviaria ou até precisar de alguém, ficam na casa de quem não é seu irmão de fé. Completamente isolados. O mais hilário ainda é que ela é missionária de sua seita e, veio exatamente para orar pelas pessoas em dificuldades no Recife… E não enxerga que ela mesma, não consegue o que ela mesma mais quer na vida. Está sem dinheiro para ficar num bom hotel, sem seus irmãos de fé para recebê-la melhor, podendo prosear no que eles gostam e hospedá-la até melhor, e o pior, ainda demostram muito sós e tristes.

Veja bem, nesses dias, para melhorar o astral, nós a convidamos para conhecer o maior shopping do nordeste, o Rio Mar e, ela recusou. Queríamos levá-la conosco a um bom restaurante, mais uma recusa, talvez com vergonha de estar sem dinheiro, ou se sentir mal, indo a um ambiente totalmente desconhecido. As belas praias e suas piscininhas naturais, ou até a nossa piscina na cobertura, nem pensar. Em nosso apto ela apenas anda de um lado para o outro, sempre com a Bíblia da mulher e o seu celular, no qual conversa apenas com seus irmãos, muito mais sobre o que tem de ruim no mundo. E agora está esperando a sua seita enviar a sua passagem de volta, ficando na maior parte do tempo, ajoelhada no chão duro, só faltando colocar milhos, com a cara enfiada na cama ou no sofá da sala, parecendo mais uma avestruz querendo não ver o mundo a sua volta.

Nesse momento eu pude perceber com muito mais clareza, como as pessoas se tornam um verdadeiro contraste humano, com essas suas crenças limitantes, sem ao menos perceber o mal que fazem a si mesmas, não vivem, vegetam. Eu jamais gostaria de ter uma vida assim. O mundo dela é tão pequeno que, cabe todo ele contado em uma só folha de papel.


  • Juliana

    Mais ou menos né Billy. Na verdade como você não gosta de religião, obviamente só será atraído para pessoas, experiências e situações que comprovem essa crença. Se você quisesse ver como há pontos de harmonia entre a sua filosofia de vida e o que as religiões tentam fazer, ou como as pessoas podem encontrar a conexão com seu Ser Interior dentro das religiões e assim ter uma vida feliz, saúde e prosperidade, seria exatamente isso que você veria, e poderia até quem sabe ‘prosear’ mais com essa mulher. Eu até entendo, você não tem traquejo pra esse tipo de coisa e ela talvez não seja uma pessoa fácil de interagir, mas que os dois colocaram barricadas, isso colocaram.

  • http://www.vibreleve.com Eduardo Billy

    Juliana,

    Eu já passei por essa fase de religião, isso seria voltar atrás, eu não preciso de mais de religião alguma, quem precisa tudo bem, só não quero que amolem o meu saco, rsssss Crente é um porre mesmo, rssss

  • Juliana

    É verdade, eu tenho tido dificuldade em admitir mas todos nós, por mais compreensivos e amorosos que sejamos, temos uma espécie de zona de hostilidade onde certos pensamentos, idéias e comportamentos não podem ser aceitos jamais, se não a gente acaba voltando atrás ou perdendo o foco ou a identidade. Eu é que tenho que agora mesmo mandar um monte de coisas pra lá, seguir meu caminho e ser feliz. Chega de andar em círculos. Obrigada, você ajudou muito.