O desejo de planos ilimitados para iPhone e Moldens podem acabar, na Claro já é assim.

13 de agosto de 2010 por
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Durante muito tempo, o modelo de banda larga móvel no mundo todo foi um grande bufê de dados livre com preços fixos – e utilização aparentemente sem limites – para todos. Enquanto houve lugar à mesa, a conta fechou sem grandes complicações. De um lado, consumidores sempre satisfeitos. De outro, operadoras cuja clientela só crescia.

E como. Somente entre 2008 e 2009, o número de conexões de internet pela rede celular aumentou 60%, passando de 680 milhões em todo o mundo. Só que a cozinha começou a ficar pequena: no mesmo período, o consumo global de dados nessas redes mais que dobrou. E então junho trouxe uma notícia que muitos antecipavam: a AT&T, segunda maior operadora de celular dos Estados Unidos, que detém exclusividade sobre a comercialização de iPhones no país, anunciou o fim dos planos de dados ilimitados. A justificativa para a medida foi a alegação de que os novos pacotes – com consumo mensal limitado a 2 gigabytes – atenderiam 98% da base de clientes. Uma semana depois, a O2, operadora da Telefônica na Europa, também terminou com os planos sem limite de tráfego. Desde então, circulam rumores de que a Verizon, maior operadora americana, deverá seguir caminho parecido. Seria o fim do bufê livre da internet móvel?

Provavelmente sim, diz Alan Hadden, presidente da Global Mobile Suppliers Association: “Planos ilimitados não são viáveis no longo prazo”. Acostumadas ao baixo volume de dados consumido por serviços de segunda geração, as operadoras se viram da noite para o dia carregadas de tráfego de vídeo, redes sociais e intensa navegação, um fenômeno provocado por modelos de smartphones cada vez mais sofisticados.